Ergo as mãos ao céu,
Um gesto vão e descabido.
Eu já sabia que seria assim,
Persistir no erro nunca é certo.
Sinto a dor me acolher os músculos,
O cansaço me corrói os nervos.
Cada nova respiração é apenas fumaça
Que entra e sai dos meus pulmões doentes.
Respiro meus últimos versos,
Com um ar falso de poucos amigos.
Uma mão se estende para me ajudar,
Mas eu não quero mais caminhar nessa estrada.
Com os olhos marejados e vencidos,
Olho para um horizonte que não existe.
A névoa branca das memórias me aparece
E eu me escondo atrás do véu.
Com medo de seguir em frente,
Tropeço nas mesmas pedras.
Sei que só vou parar de tropeçar
Quando começar a olhar para frente.
Dói no peito, dói na mente.
Respiro em silêncio em meio a bruma,
As memórias liquefeitas escorrem pelos olhos.
Dói.
N/A: estava pronto há algum tempo, já estava na hora de postar, hahahahaha... :3 Espero que tenham gostado!