Você conhece os meus segredos. Por que não me deixa conhecer os teus? Não tem nenhum mal em dizer que estou apaixonado porque é a mais pura e simples verdade. Talvez seja a única coisa verdadeira em mim mesmo, cheio de mentirinhas e sorrisos apáticos durante todo o dia a dia.
Mas eu me apaixonei não pela sua beleza, que faz todos os outros caírem aos seus pés. Apaixonei-me pelos seus gestos, seu jeitinho doce de ajeitar os cabelos e até as repentinas viradas de cabeça diante dos absurdos que digo. Cada coisa em você a torna perfeita à sua maneira.
Eu sinto ciúmes de você. Quero estar ao seu lado, mas ele já está lá. Quero passar cada segundo com você, mas cheguei tarde demais. Ele já estava lá, do seu lado, acariciando seus cabelos e sua pele de um jeito que te faz delirar e me ferve de raiva.
Como podem as coisas acontecer dessa maneira? Discutimos de vez em quando e as minhas palavras se aconchegam longe dos seus ouvidos. Invento desculpas para opinar em sua vida, digo que ele não presta. Você não acredita. Nem eu acredito, por Deus! Mas eu preciso acreditar!
Meu egoísmo, meu ciúme. Eu preciso ter certeza de que algum dia você será minha. Porque sem essa esperança, não me resta nada.
Você é a melhor coisa que aconteceu em minha vida. E, na verdade, nem chegou a acontecer. Isso é patético? É, pode até ser.
Talvez seja culpa do meu egoísmo, de querer você além de todas as circunstâncias... Talvez por ignorar o sentimento alheio em prol do meu. Por favor, me desculpe, mas para mim seu namorado pode ir à forca: eu não ligo. Talvez isso te deixe mal. Mas eu preciso.
Porque eu preciso de você. E isso me torna o que sou de verdade: um patético e incorrigível egoísta.