Rimas que vem e vão,
a métrica foi embora,
rimei para sair do chão,
mas só me afastei da glória,
os versos componho então,
buscando eles de memória.
Os poetas perdoarão
o que eu vou fazer agora?
Rimar por pura vontade
é como comer sem fome,
não sai nada de verdade,
e o pouco que sai some.
A raiva corrói os grilhões
que prendem a inspiração.
Os versos? Saem milhões,
mas nenhum tem direção.
Morrem antes de prontos,
afogam-se no caminho.
Colidem versos e encontros,
rimados, apertadinhos.
Não queria dizer nada
quando comecei o poema,
uma pessoa indignada
só por ter mais um problema.
O verso morre na mente,
Nada mais deprimente.
N/A: poema escrito em um momento de loucura por não conseguir escrever poemas. Faz tanto sentido quanto uma placa de "proibido placas", mas... Precisava ser escrito.