Bebo de teus lábios venenosos,
Da boca pútrida que exala encanto,
O seu mais nobre e sincero acalanto,
É o que destina aos mais poderosos.
A minha carne é seca e enegrecida,
Branco é o olhar que por mim percorre,
Tal como o braço que a mim acolhe
Quando tudo o que me falta é vida.
Mácula doce e amarga surpreendem,
Sorrisos falsos que poucos entendem,
Verdades puras que cabem nos dedos.
Servo odiável de tantos propósitos
Com a alma escura em lugares inóspitos,
Disposto a lhe causar pânico e medo.
Um riso breve toca o seu ouvido,
Jeito insensato e um tanto oprimido.
Olhos vermelhos, par na escuridão,
Eternamente presos na devassidão.
Feito de morte.
Falta de sorte.
N/A: talvez uma extensão de Karu, por mais irônico que isso seja.