Nunca soube dizer com certeza
O que é que foi que me aconteceu,
Não sei se por gentileza
Da mente fria que, com destreza,
Ocultou-me o passado meu.
Ainda me perco nos versos tortos
Que marcam o papel que seco,
Na tinta preta que escorre,
Num suspiro branco que morre
E no verso que é um eco.
Mas eco de quê? Eu não sei,
Mas são ecos, eu sei que são!
Repetem-se onde falhei,
Alcançam quem não alcancei
Mas tive ao toque da mão.
Recordo-me num momento
Daquilo que me esqueci.
Eram versos de sofrimento,
Um pedaço avesso de tempo
De um tempo em que me perdi.
N/A: produção de última hora, mas produção! :D Espero que gostem! :D Cya!