Em seus olhos puros via os muros escuros da mente que somente trazia, de contente, um sorriso que sorria por agora: eternamente. Mas aqueles olhos puros, perjuros, da Valsa de Casimiro, olhos que eu admiro que fitam não eu, mas o breu, o outro e o abismo, sofismo ingrato que trato com não mais que sutileza. Que beleza. O sorriso se desfaz, singelo e fugaz, um elo entre aquilo que eu quero e o que é belo. Mas não pense que o fitar sem cessar de tais vistas é o foco. Sufoco diante da imagem. Miragem. Os olhos tão puros, perjuros, que vi, jamais estiveram, como quiseram, ali.
Os olhos de amada, tão delicada, alvo de meu ciúme e de tanto negrume jamais quiseram existir.
N/A:"Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exacta e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. (...)" E acho que isso explica tudo. :3 Boa leitura! :3