Há tanto de verdade
nessa cena de mentira,
orquestrada com maldade,
calculada, pura e fria.
Você troca de emoções
como quem troca de roupa,
vai me ensinando lições:
todas desse faz de conta.
Seu carinho é uma farsa,
o seu ódio é infantil,
a sua expressão é falsa,
e o seu jeito é doentio.
Quando olha nos meus olhos
procurando algum defeito,
não percebe ali os espólios
das mentiras, do seu jeito.
Seus pecados mais escuros
são de meu conhecimento,
por trás dos seus olhos puros
Não há nenhum nobre intento.
Vou fazer você cair,
vou fazer você chorar
e quando a ferida abrir,
minha cena vai começar.
N/A: mais um poeminha. :3 Talvez uma resposta para o meu próprio "Amnésia induzida" ou uma releitura de "Roubado", o primeiro poema publicado aqui. Quem sabe?... A propósito, décimo poema no Escritos Notívagos! :D Cya!